Despenar a Pena?
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"Estamos todos condenados à reclusão solitária, dentro da própria pele, em pena perpétua."
Tennessee Williams
"Estamos todos condenados à reclusão solitária, dentro da própria pele, em pena perpétua."
Tennessee Williams
Que idade tinha quando percebeu que falhou na vida?
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"Todo o mundo mais ou menos a falha.
Isto é, falha-se sempre na realidade aquela vida que se planeou com a imaginação."
Eça de Queiroz
"Todo o mundo mais ou menos a falha.
Isto é, falha-se sempre na realidade aquela vida que se planeou com a imaginação."
Eça de Queiroz
Verdades Universais
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Porque será que se prevê à légua que os ideais psico-filosóficos mais liberais são também os que mais se espalham no "umbiguismo" conservador?
Porque será que se prevê à légua que os ideais psico-filosóficos mais liberais são também os que mais se espalham no "umbiguismo" conservador?
Lucidez do Instante
... minutos de correr a viver a olhar para a frente e não para os lados a querer outro e ser o mesmo que vira o disco e toca igual em memória de cheiro mas não de cor embalsamada em pontas espigadas que só servem para picar ou não fosse o caso de se ser sadomasoquista nestas linhas que têm fim. Amanhã quero ser eu.
"Fria Ocorrência do Pavor"
Há estações entranhadas
exauridas das linhas de fogo
centriptamente estranguladas
na noite, na mão, no fôlego.
Ainda assim,
Nenhum despertar se esquece,
"fria ocorrência do pavor",
da violência gélida das manhãs.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
(Eu cá vou expulsando as estrelas com a mormaça das tardes...)
Epílogo
Dispersão Circular
Hormonados-desormonados?
Carnaval
Edgar Allan Poe
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Duas traduções do mesmo poema "O Corvo":
Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
vagos, curiosos tomos de ciências
ancestrais,
e já quase adormecia, ouvi o que
parecia o som de alguém que batia levemente
a meus umbrais.
"uma visita", eu me disse. "está batendo
a meus umbrais. É só isto, e nada mais."
Outra
Em certo dia, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu caíndo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga.
De uma velha doutrina, agora morta,
ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de
Mansinho;
Há de ser isso e nada mais."
Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
vagos, curiosos tomos de ciências
ancestrais,
e já quase adormecia, ouvi o que
parecia o som de alguém que batia levemente
a meus umbrais.
"uma visita", eu me disse. "está batendo
a meus umbrais. É só isto, e nada mais."
Outra
Em certo dia, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu caíndo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga.
De uma velha doutrina, agora morta,
ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de
Mansinho;
Há de ser isso e nada mais."
De qual é quem e de quem é qual?
Fernando Pessoa e Machado de Assis
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Resignação
Lucidez
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Ainda tinha vigor para apertar no punho a lucidez que se escapava, que se rebelava, procurando fugir-lhe entre os dedos, perseguindo um panorama que foi seu num tempo já perdido, confundido nesse Inverno que chovia com dura insistência sobre a paisagem desolada da morte. Ele tinha estado ali, parado debaixo dessa chuva, de pé, inamovível como uma estátua, suportando a rajada de granizo que lhe cortava as pálpebras enquanto o seu cérebro construía as imagens, essas imagens voluptuosas, amargas, que lhe povoaram o seu mundo. (...) porém (...) acreditara que a resistência - embora dolorosa - seria eficaz. Pôs na sua rebeldia o pouco vigor que ainda lhe restava depois do seu passado vacilante. No entanto (...) de nada lhe valeu defender-se como uma fera em retirada e mostrar os dentes de cão ferido aos fantasmas do medo. De nada lhe valeu arrastar-se com as vísceras despedaçadas para afugentar os corvos da luxúria. Tentou levantar entre o seu passado e o seu presente uma trincheira de açucenas. Mas foi inútil a sua luta, como foram inúteis as dentadas que deu na terra dos vermes para sentir na língua essa humidade tépida que não teve o leite da sua mãe. Sim. Agora esse mundo tinha vindo até ele. Tinha-se tornado presente, com toda a sua realidade indestrutível; tinha-se imposto à sua morte como uma força maior que a vontade. A sede. Ali estava ela, a empurrá-lo para a cal das paredes, essa sede eterna que lhe enchia a garganta com o seu passado turvo de amanheceres. Porque agora, nessa madrugada definitiva, tinha de enfrentar a terrível verdade que acabava de deter-se nas suas costas. Era doloroso SABER QUE TINHA DE SER ELE A QUEBRAR COM OS SEUS PRÓPRIOS BRAÇOS O ESPARTILHO DA SUA REBELDIA.
In Olhos de Cão Azul, Gabriel García Marquez
Segundo Nível
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Proclamas-te etéreo ser!
Obtuso ângulo, vaidoso e fechado.
Idolatria cega do teu ego fraco,
Ícaro charlatão de vazio viver!
Divina comédia, longo o caminho!
Eterna Beatriz de doces aromas...
Loucas panteras... roseira em espinho,
À calçada de liso grão retomas.
Perdeste-te só na praia deserta,
Ridículo, és fonâmbula ladaínha...
As tuas rezas ninguém desperta,
Ser triste que a noite sublinha.
Sombras de chuva, a passos lentos,
Movendo a rez negra à eterna dor,
A justiça surge em rudes ventos,
Suprema razão, valoroso autor.
Por isso, fica-te mal-nascida,
Mirra harpia na tua sentença.
Desalinhado crivo, alma perdida,
O próprio fel bebas, que te vença!
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Proclamas-te etéreo ser!
Obtuso ângulo, vaidoso e fechado.
Idolatria cega do teu ego fraco,
Ícaro charlatão de vazio viver!
Divina comédia, longo o caminho!
Eterna Beatriz de doces aromas...
Loucas panteras... roseira em espinho,
À calçada de liso grão retomas.
Perdeste-te só na praia deserta,
Ridículo, és fonâmbula ladaínha...
As tuas rezas ninguém desperta,
Ser triste que a noite sublinha.
Sombras de chuva, a passos lentos,
Movendo a rez negra à eterna dor,
A justiça surge em rudes ventos,
Suprema razão, valoroso autor.
Por isso, fica-te mal-nascida,
Mirra harpia na tua sentença.
Desalinhado crivo, alma perdida,
O próprio fel bebas, que te vença!
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Sabor a Nada
E (é) Simples
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